Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco[1] (Fortaleza, 20 de setembro de 1897[1][2] — Fortaleza, 18 de julho de 1967) foi um militar e político brasileiro, primeiro presidente do regime militar instaurado pelo Golpe Militar de 1964. Era filho do general Cândido Borges Castelo Branco e de Antonieta Alencar Castelo Branco e da família do escritor José de Alencar.
Nomeado chefe do Estado-Maior do Exército pelo então presidente da República João Goulart, em 1963, Castelo Branco foi um dos líderes militares do Golpe de Estado de 1º de abril de 1964, que depôs João Goulart.
Castelo Branco havia combatido o nazismo na Itália. O Clima político, em 1964, no Brasil, era instável, representado pela "fraqueza" de João Goulart: O Jornal carioca Correio da Manhã colocara, na sua primeira página, três editoriais seguidos, com os seguintes títulos: "Chega!", "Basta!", "Fora!", contra João Goulart, nos 3 dias que antecederam ao golpe militar de 1 de abril de 1964. Ocorrera, em 19 de março de 1964, a Marcha da Família com Deus Pela Liberdade contra João Goulart. Havia, ainda, as Ligas Camponesas de Francisco Julião, a inflação elevada e outros incidentes que, debilitavam o prestígio de João Goulart. Todos viviam sob impacto de possível "golpe de extrema esquerda" que seria arquitetado por Leonel Brizola ou pelo próprio João Goulart. João Goulart, que fora vice-presidente de Jânio Quadros, que havia renunciado, tivera muitas dificuldades para tomar posse, em 1961, na presidência da república, substituindo Jânio Quadros.
Castelo Branco foi eleito, pelo Congresso Nacional, presidente da república, no dia 11 de abril de 1964, obtendo 361 votos contra 72 abstenções. O voto mais aplaudido foi do ex presidente Juscelino Kubitschek. Da deposição de João Goulart em 2 de abril de 1964 até a posse de Castelo Branco, permaneceu na presidência da república, o presidente da Câmara dos Deputados Dr. Ranieri Mazzilli.
Como na sua posse na presidência da república, em 15 de abril de 1964, a Constituição de 1946 continuava em vigor, Castelo Branco foi eleito para terminar o mandato de cinco anos iniciado por Jânio Quadros em 31 de janeiro de 1961. Assim, Castelo Branco deveria governar até 31 de janeiro de 1966. Porém, posteriormente, seu mandato foi prorrogado e foram suspensas as eleições presidenciais diretas previstas para 3 de outubro de 1965.
Seu mandato foi prorrogado, e, Castelo Branco governou até 15 de março de 1967, sendo substituído pelo general Costa e Silva, que fora eleito pelo Congresso Nacional, em 3 de outubro de 1966.
Durante seu mandato, Castelo Branco aboliu todos os 13 partidos políticos existentes no Brasil, através do Ato Institucional número 2 (AI-2). Foram criados a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que se tornaram os únicos partidos políticos brasileiros até 1979. Durante seu governo, Castelo Branco promoveu várias reformas políticas, econômicas e tributárias.
Castelo Branco e seus copartidários tinham como plano fazer a Revolução de 1964, como foi chamado o golpe militar, para afastar o Brasil do "perigo nazi-comunista", para, logo em em seguida, restabelecer e consolidar a democracia.
Contudo, o ministro da Guerra de Castelo Branco, e que seria seu sucessor, Costa e Silva, tinha um pensamento contrário, favorável a um regime militar mais severo e mais firme no combate à subversão. No quadro político tumultuado da época, Costa e Silva pertencia à chamada "linha dura", mais ligada aos serviços de inteligência dos Estados Unidos; sendo, portanto, Costa e Silva quem estabeleceu, de fato, (na versão dos militares castelistas), a ditadura, no Brasil, em 13 de dezembro de 1968, como o AI-5, ditadura chamada de "intervenção-militar", (termo usado pelos Serviços de Inteligência dos Estados Unidos, na sua política externa de segurança continental) no Brasil. Na versão dos apoiadores de Costa e Silva, AI-5 foi necessário devido ao recrudescimento das guerrilhas de esquerda e da agitação política em 1968.
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